segunda-feira, 26 de abril de 2010

Trânsito, Lei Seca e Twitter



No Rio de Janeiro, o twitter "@LeiSecaRJ", o Twitter da Lei Seca, vai ser homenageado pelo poder público. O grupo criador do microblog, que informa onde e quando estão acontecendo as blitzes da Operação Lei Seca, vai receber a medalha Pedro Ernesto da Câmara de Vereadores do Rio, a mais importante do município.

O perfil que foi criado, há menos de um ano, inicialmente para informar os locais onde acontecem as blitzes da Operação Lei Seca, atualmente, informa também problemas no trânsito da cidade.

A proposta foi feita pela vereadora Clarissa Garotinho e comunicada aos criadores do perfil na internet esta semana. A justificativa da homenagem, segundo a assessoria da vereadora, é a que "'@LeiSecaRJ'" prestou um excelente serviço de informação à população, que ficou desorientada nas ruas quando as fortes chuvas atingiram a nossa cidade. O serviço espontâneo e interativo de orientação ao trânsito, elogiado inclusive pelos meios de comunicação, foi a única alternativa para muita gente, já que até o site da CET-Rio ficou fora do ar”.

Outro ponto interessante é a venda de produtos licenciados, com a inscrição ‘Lei Seca, eu twitto’, como camisetas, sandálias havaianas e adesivos.

“A renda é 100% revertida para a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), que é uma referência em tratamento de acidentados no trânsito”, afirma o criador do perfil, Eduardo Trevisan, que conta com nove administradores voluntários que atuam no microblog dia e noite, todos os dias da semana.

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Ipea divulda estudo sobre Banda Larga

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)divulgou hoje um estudo em que defende a universalização da banda larga através de uma atuação governamental. O governo federal, através do Plano Nacional de Banda Larga, já estuda a necessidade de uma nova empresa estatal para fornecer o serviço.

Na reunião do Plano Nacional de Banda Larga (último dia 9), a empresa OI apresentou ao governo um plano de expansão da banda larga para o país no qual a empresa ofereceria serviços de internet rápida a preços que podem variar de R$ 15 a R$ 35, o que, segundo a própria OI, promoveria uma inserção das classes C e D no acesso à rede.

O estudo divulgado pelo Ipea compilou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, do IBGE e da ANATEL para mostrar como anda o serviço o serviço de banda larga pelo país.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, famílias com rendimento acima de 20 salários mínimos, o índice de acesso a banda larga é de 83,5%, ao passo que apenas 2,6% das famílias com renda inferior a um salário mínimo têm banda larga. Já os dados da Anatel mostram que 47% dos municípios têm acesso ao serviço: municípios com mais de um milhão de habitantes têm o serviço disponível, enquanto 44% das cidades com até 100 mil moradores dispõem da banda larga.

Logo, conclui-se que: população de baixa renda e municípios menores têm pouco acesso ao serviço.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Projeto Cidades Digitais: acesso gratuito à internet?!

No próximo dia 12 de maio, no Ministério das Comunicações, em Brasília, vai acontecer o pregão presencial para a contratação da empresa que implementará as cidades digitais no Brasil. As cidades digitais, segundo o ministério das comunicações, serão “estruturadas com base em solução wireless de telecomunicações de dados, voz e imagem, capaz de proporcionar a comunicação em rede de alcance local sem acesso à internet e em rede de alcance mundial com acesso à internet de alta velocidade”. Mas se engana quem pensa que o projeto objetiva que todos tenham acesso à internet. Serão estabelecidas redes de alcance local, onde a troca de informações poderá ocorrer somente em uma comunidade (escola, bairro, cidade).

O projeto pretende, posteriormente, ampliar essa rede interligando as cidades digitais até que todas as cidades brasileiras sejam interligadas. Não há a pretensão de oferecer o acesso à internet como imaginamos: não haverá alcance mundial, apenas várias redes de alcance local interligadas. A internet, hoje, para nós, imprescindível, continuará sendo exclusividade das concessionárias dos serviços de telecomunicações, ou seja: La même chose....

Mais informações sobre o edital, no site do Ministério das Comunicações.

domingo, 11 de abril de 2010

Por que fazer uma cidade digital?

Um interessante artigo tratando do porque da cidade digital, da sua necessidade e utilidade. Para que serve? Como se usa? Em que pode ajudar?Os habitantes da cidade sabem usa-la?Como se mede esse uso e essa utilidade?

O texto é de Igor Giannasi, e você pode lê-lo na íntegra no endereço:
http://www.cpqd.com.br/imprensa-e-eventos/the-news/4347-por-que-fazer-uma-cidade-digital.html

Uma infraestrutura de última geração e uma conexão sem-fio para uso livre da Internet não fazem uma cidade digital. Especialistas no assunto insistem em que o estímulo ao desenvolvimento econômico e social da comunidade, por meio das novas tecnologias, e a qualidade dos serviços públicos prestados aos cidadãos, aumentando a eficiência da gestão administrativa local, são mais importantes do que a infraestrutura usada na implantação de um projeto de cidade digital. Em outras palavras: mais do que recursos tecnológicos, é preciso saber claramente para quê será usada toda essa tecnologia. "O problema de muitos programas no Brasil é o foco concentrado na construção das redes e não na função delas", avalia o consultor e pesquisador da diretoria de Tecnologia e Serviços do CPqD, Marcos de Carvalho Marques. "Há muita ênfase na rede de comunicação, mas o verdadeiro desafio está no provimento do serviço - a rede é o meio e não o fim."


Até por se tratar de um tema recente na administração pública nacional, existe no Brasil uma variedade de projetos que podem ser classificados como cidades digitais, mas que estão em diferentes níveis de evolução. E há muitos casos de experiências tão incipientes, que não podem sequer ser encaixadas na definição de cidade digital. "Esse conceito não é muito claro e é muito amplo", pondera o diretor de Informática da Secretaria de Governo e Planejamento de Sorocaba (SP), Umberto Nanini. "Parece haver um entendimento de que simplesmente oferecer internet no meio da praça signifique ter uma cidade digital." Sorocaba, terceira maior cidade do interior paulista, implantou em 2005 o seu programa de cidade digital.


A maioria das cidades destacadas nesta edição obedecem aos seguintes critérios: acesso livre e gratuito à internet para a população (seja em telecentros, seja no meio da praça); serviços públicos disponíveis on/ine para os cidadãos; e existência de uma rede de conexão entre os órgãos públicos municipais, para aumentar a eficiência administrativa. Outras cidades do guia, que ainda não atendem plenamente a esses critérios, têm pelo menos algum planejamento nessa direção. Segundo Marques, do CpqD, as cidades digitais podem ser classificadas em seis níveis do que chama de "urbanização digital", levando-se em conta aspectos sociais e tecnológicos. Para serem incluídas em cada nível, devem observar, por exemplo, o grau de conectividade e a disponibilidade e uso de serviços eletrônicos públicos e privados no município. As seis categorias são estas: acesso básico; telecentros; serviços eletrônicos; cidade digital pré-integrada; cidade digital integrada; e cidade digital plena. No nível mais baixo da urbanização digital entram as cidades com limitações de pontos de acesso e de banda de transmissão, sem provedores locais de acesso à internet. No nível seguinte, existe o acesso público à internet pelos telecentros, mas há limitação de número das unidades e de banda (acesso e backbone). Já o nível máximo corresponde à digitalização plena do município, com cobertura total de acesso público e individual, sem limitação de banda, com serviços públicos e privados integrados em um único ambiente virtual.


O coordenador de Cidades Digitais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Franklin Dias Coelho, que supervisiona o programa Piraí Digital e a implantação de projetos de outros municípios, também condena os modismos em torno do tema e reforça a posição de que não basta instalar equipamentos para se ter uma cidade digital. "Como se alguns hotspots pudessem inserir uma comunidade na sociedade do conhecimento", ironiza. Para se chegar a esse objetivo, o primeiro passo para os gestores públicos é trabalhar a questão da inclusão digital no plano diretor do município. De acordo com Coelho, é preciso analisar como aquela cidade trabalha os conceitos de comunicação e informação e, assim, descobrir soluções para potencializar essas áreas. "É preciso pensar em processos sociais e econômicos que incorporam novas tecnologias", afirma. Para isso, acrescenta, é preciso mobilizar a comunidade. É preciso trabalhar com a questão da educação, sensibilizando professores e alunos para o uso das novas tecnologias como ferramenta pedagógica - papel que cabe ao gestor público. Nesse novo contexto da tecnologia da informação, avalia Coelho, há uma mudança de papéis dos personagens: ambos - o Estado e a comunidade - tornam-se autores e tutores.